Nossas feridas visíveis e invisíveis
- Dra. Mônica de Lima Azevedo
- 29 de jun. de 2021
- 1 min de leitura
No decorrer da vida, vamos adquirindo feridas, umas visíveis e outras invisíveis.

As primeiras referem-se aos machucados no corpo, decorrentes de tombos, acidentes, violência
doméstica... as segundas têm relação com a alma e muitas vezes são bastante sutis,
demoram a mostrar o estrago e sua vastidão.
Nesses trinta anos como psicoterapeuta, tenho tentado diminuir, em meus pacientes, as dores
advindas de todo tipo de violência: física, emocional, sexual e percebi que, invariavelmente,
elas têm origem nos abusos cometidos, seja pelos pais , por pessoas próximas como irmãos,
familiares, professores, colegas de classe ou ainda por algum desconhecido.
Quando crianças, dependemos totalmente dos adultos para nossa sobrevivência física e
emocional. Somos frágeis e submissos à vontade de quem nos cuida e provê. E é muito
importante o que aprendemos de nós mesmos através dessas pessoas.
Portanto, nossos primeiros modelos influenciam e são responsáveis pelo amor, confiança,
respeito e auto-estima que sentimos. Os reflexos dessas primeiras relações serão percebidos
mesmo quando estivermos adultos.
A psicóloga Rosa Cukier coloca que:
“Em todas as formas de abuso, os adultos ou extrapolam seus poderes sobre a criança, empreendendo ações violentadoras contra ela, ou se desresponsabilizam de cuida-la e protegê-la .”
O que nós, adultos, podemos fazer pela criança ferida dentro de nós?? Podemos amá-la,
acarinha-la, conversar com ela, compreender suas dificuldades e mostrar- lhe que hoje, já
crescida, ela pode trilhar um caminho diferente, repleto de amor, bem estar e compreensão.
E você, está cuidando bem de sua criança interna?
Publicado no Blog Santa portal em 2011.
Comments